domingo, 4 de outubro de 2026

1915: A invasão do Haiti pelos EUA

Em 1915, os EUA invadiram o Haiti para "restaurar a ordem". Ficaram 19 anos, roubaram as reservas de ouro e reescreveram a Constituição, para permitir que estrangeiros pudessem comprar terras com mais facilidade.
Intervenção fazia parte de estratégia geopolítica dos EUA para garantir sua hegemonia no Caribe, como ocorreu em relação ao Canal do Panamá e com a instalação de bases navais estratégicas. Justificaram intervenções militares no Caribe, incluindo a ocupação do Haiti, com base na ideia de impor a "civilização" aos países da região.
A história, nesse ponto, é implacável: a intervenção nunca é um ato de caridade, é um ato de conquista imperialista. Ainda mais quando se trata dos Estados Unidos da América. Quem não aprende com o Haiti, Panamá, Chile, Argentina e El Salvador está condenado a aplaudir a barbárie. 

sábado, 3 de outubro de 2026

Um pouco sobre o Brasil Colônia

O período colonial (1500-1822) é a fase da História do Brasil entre a chegada dos portugueses até a Independência do Brasil. Cabe dizer que alguns historiadores preferem a delimitação entre 1530 (ano da chegada da primeira expedição colonizadora, chefiada por Martim Afonso de Souza) e 1815 (ano da elevação do Brasil à categoria de Reino Unido).
A expressão "santo do pau oco" é usada para descrever pessoas falsas, que aparentam ser bondosas e corretas, mas escondem más intenções. 
Para driblar a fiscalização, contrabandistas e mineradores no período colonial esvaziavam estátuas de madeira de santos e as recheavam com ouro em pó ou pedras preciosas. A ideia era que ninguém desconfiaria de uma imagem religiosa nos postos de controle.
A expressão "guardado a sete chaves" é usada para descrever algo que está muito bem escondido ou protegido. 
Para levar o ouro até o litoral, no Rio de Janeiro, ele era guardado em três caixas, com sete cadeados. Portanto, seriam necessárias sete chaves.
As Revoltas Nativistas foram revoltas de elite ou populares realizadas no Brasil durante o Período Colonial. Elas aconteceram entre os séculos XVII e XVIII, sendo demonstrações de insatisfação dos colonos com a forma como Portugal administrava o Brasil. Essas revoltas, no entanto, não eram parte de movimentos separatistas.
As Revoltas Nativistas evidenciaram que havia um choque de interesses e que os colonos lutaram por aquilo que acreditavam ser o melhor para eles. Entre esses levantes, estiveram quase todos esses movimentos, atos dos colonos que mesmo insatisfeitos, não queriam se separar da metrópole.
Nativistas foram as revoltas que não reivindicavam o rompimento com Portugal. Dentre as motivações, estavam o descontentamento com a cobrança de tributos pela Coroa e disputas locais. 
As Revoltas Separatistas do Brasil Colônia foram movimentos que lutaram pela separação em relação a Portugal e a formação de novas nações.
As Revoltas Separatistas do Brasil Colônia foram movimentos e rebeliões que aconteceram no Brasil durante o período da colonização. Essas revoltas aconteceram no final do século XVIII e começo do século XIX.
Essas revoltas demonstraram que havia uma insatisfação com a administração régia espalhada pelo Brasil. Essa insatisfação foi motivada por diversos fatores, e esses movimentos se manifestaram em caráter regionalizado, demonstrando um desejo de separação entre as elites de determinadas regiões do Brasil.

domingo, 27 de setembro de 2026

Japão, Bakumatsu e a Era Meiji

Bakumatsu foi uma época de grande crise e transição política no Japão (entre 1853 e 1867).O país sofria pressões externas para abrir seus portos ao Ocidente.Havia um conflito interno intenso entre os apoiadores do Xogunato (que queriam manter o poder centralizado em Tokugawa) e os monarquistas (que queriam restaurar o poder imperial).
A trama acompanha o jovem Ichimura Tetsunosuke, um garoto que entra para a famosa força policial Shinsengumi.Tetsunosuke busca se tornar forte e vingar a morte de seus pais, assassinados por rebeldes monarquistas. Seu irmão mais velho, Tatsunosuke, também entra no grupo para cuidar dele, mas focado na parte administrativa. A série mistura eventos históricos reais com drama e comédia, mostrando o cotidiano e o fim trágico dos guerreiros do Shinsengumi que lutaram para defender um Japão que estava desaparecendo.
Outra história Rurouni Kenshin (aqui no Brasil, denominada Samurai X), conta a história que acompanha Kenshin Himura, um ex-assassino lendário conhecido como Hitokiri Battousai, que vaga pelo país como um espadachim pacifista usando uma espada de lâmina invertida (sakabatô), em busca de redenção. Isso acontece após o Bakumatsu (o fim do xogunato Tokugawa) para a Restauração Meiji, quando o poder imperial foi retomado. O Japão passa por uma rápida abertura para o ocidente, o que inclui a proibição do porte de espadas para a classe samurai e a transição para uma sociedade moderna.
A Era Taisho foi um período real de grande abertura do Japão para o ocidente, industrialização e modernização, o que contrasta com a vida tradicional dos caçadores de Onis na floresta.  Inosuke sobreviveu à queda no rio e foi acolhido e criado por uma mãe javali nas montanhas, o que moldou seus instintos animalescos.
Assim, como Inosuke (Demon Slayer) é um personagem que não conhece tecnologia, existem ainda tribos indígenas, como os ainus. Também chamados ainos, povo indígena originário do norte do Japão, habitando historicamente a ilha de Hokkaido, as ilhas Curilas, a ilha de Sacalina (Rússia) e o norte de Honshu. Eles possuem uma identidade física, linguística e cultural completamente distinta da maioria étnica japonesa (os Yamato).

sábado, 5 de setembro de 2026

(História da Música) O significado por de trás do nome "Queens of the Stone Age"

O nome ''Queens of the Stone Age'' tem um significado bem mais provocador do que parece.
Josh Homme, vocalista e fundador do Queens of the Stone Age, explicou que a escolha do nome também foi uma forma de confrontar comportamentos machistas dentro do público da banda. Em entrevista ao programa Queer the Music, apresentado por Jake Shears, o músico contou que sempre tentou combater o lado “brutamontes” que existe dentro dele e criar um ambiente mais acolhedor ao redor do grupo.
Segundo Homme, escolher a palavra “Queens” (“Rainhas”) no nome da banda foi proposital: ele queria que até mesmo um homem extremamente machista se sentisse desconfortável ao anunciar que iria assistir ao grupo. O músico também deixou um recado direto para fãs racistas, homofóbicos e misóginos, dizendo que esse tipo de comportamento não é bem-vindo no universo do QOTSA.
Para Homme, porém, afastar essas pessoas não significa necessariamente abandoná-las: ele acredita que o contato com diferentes ideias pode ajudar alguém a rever preconceitos e mudar.
A declaração acontece em um momento importante para o Queens of the Stone Age, que prepara o lançamento de “Perfecth”, seu nono álbum de estúdio, marcado para 30 de outubro.