Em 1945, 80 anos atrás, o mundo começou a ter noção mais direta dos horrores praticados nos campos de concentração alemães espalhados pela Europa. O terror nazista assustou o mundo. Não se tratava de campos de trabalho forçado somente, o mundo se assustou com a brutalidade, a desnutrição forçada, a humilhação a que os concentrados eram submetidos...
O “mundo civilizado”, então, se mobilizou, na tentativa e esperança de não mais permitir que cenas como a da imagem, de uma russa desnutrida encontrada em Dachau, se repetissem. A recém-formada ONU se mobilizou e se prontificou para reparar uma das principais vítimas do Holocausto, os judeus, atendendo ao pleito do Movimento Sionista de reconhecimento de um Estado Judeu na Palestina. O pedido logo foi atendido: em 1948 diversos países do mundo reconheceram a independência e soberania do Estado de Israel.
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Imagem de refugiados do "Nakba" |
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Imagem de judeus refugiados em Lisboa |
O modus operandi israelense se assemelha em muitos aspectos ao nazista. Uma das cenas mais comuns vistas por nós nos últimos anos foram a de palestinos encarcerados que voltaram para casa doentes, desnutridos e fracos, uma repetição sinistra das cenas que o mundo visualizou, com horror, durante a libertação dos campos de concentração nazistas.
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Refugiados judeus alemães desembarcando no porto de Xangai |
- NATH, Sasnuti. "No Words": Israel Releases Before-After Pics Of 'Malnourished' Hostages Freed By Hamas. NDTV World, 9 de fevereiro de 2025.
- THE man bringing colour to 'shocking' historical pictures. BBC, 14 de novembro de 2020.
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