sábado, 8 de março de 2025

General acusado pela morte de Rubens Paiva recebe salário de R$ 35 mil!

Em 2014, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco militares pelo homicídio e ocultação do cadáver de Rubens Paiva, político cassado pela ditadura militar, que foi morto em Janeiro de 1971. No entanto, desde então, o processo não avançou e nem houve desfecho. Um dos acusados é o general José Antônio Nogueira Belham.
De acordo com o Portal da Transparência, Belham segue recebendo uma remuneração básica bruta de R$ 35.991,46 enquanto vive em Brasília, no Distrito Federal. O homem também aparece com a patente de marechal, considerada uma honraria voltada apenas a oficiais do Exército Brasileiro que tiveram atuação excepcional durante o período de guerras. Sem nunca ter participado de um grande conflito.
Na época do crime, o militar era comandante do Destacamento de Operações e Informações (DOI) do Primeiro Exército, na zona norte do Rio, onde Rubens Paiva teria morrido. Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV), em 2013, o general negou que sabia sobre as torturas a Rubens Paiva e ainda acrescentou que estaria ausente do local pois estava de férias. O MPF, por sua vez, apontou que os militares envolvidos, incluindo Belham, mataram o ex-deputado.
Os acusados são José Antônio Nogueira Belham; Jacy Ochsendorf e Souza; Raimundo Ronaldo Campos; Jurandyr Ochsendorf e Souza; e Rubens Paim Sampaio. Pelo menos os três últimos já faleceram. O major Jacy Ochsendorf e Souza ganhava um salário bruto de R$ 23.457,15.
O deputado e engenheiro, Rubens Paiva tem parte de sua história contada no filme Ainda Estou Aqui, longa-metragem de Walter Salles inspirado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, filho do político. Ele nunca mais foi visto após ser levado para prestar depoimento em 1971, que era no período da ditadura militar. Rubens foi torturado e morto no Destacamento de Operações Internas (DOI), no quartel da Polícia do Exército. O corpo nunca foi encontrado

Nenhum comentário:

Postar um comentário