Era Setembro de 1972, Dadá se desloca de Salvador para a cidade de Miguel Calmon, BA, onde estão enterrados os ossos do seu amado.
A cabeça e o braço direito de Corisco que se encontravam em exposição pública no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, já haviam sido enterrados, após forte pressão popular e dos familiares dos cangaceiros.
No cemitério da aludida cidade é localizada a sepultura. Os ossos são desenterrados. Sentada em sua cadeira de rodas, Dadá pega um a um, examina-os, e, guarda-os, com muito carinho.
Após recolher todos os ossos do seu ente querido, Dadá se recolhe ao seu quartinho de hotel (pensão), e, durante grande parte da noite, passa a mesma, chorando e, lavando os ossos daquele que foi o seu amado, o cangaceiro Corisco.
Após essa árdua tarefa, no dia seguinte, encontra forças para retornar a Salvador, onde mora, com o seu valioso troféu.

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