sábado, 27 de junho de 2026

(História da Música) Quem foi Aldir Blanc?

Afinal, quem foi Aldir Blanc, que dá nome a lei que ajuda tantos artistas atualmente? Vejamos.

Ele nasceu  em 02 de Setembro de 1946  e morreu em 04 de Maio de 2020.
Ele foi:

  • Letrista
  • Compositor
  • Cronista
  • Médico
Abandonou a profissão de médico para tornar-se compositor, sendo considerado um dos grandes letristas da música brasileira
Autor de mais de 600 canções. Entre elas:
  • Dois pra lá dois pra cá
  • O bêbado e o equilibrista
  • O mestre sala dos mares
Foi cronista das revistas:
  • O Pasquim
  • Bundas
Cronista dos jornais
  • Globo
  • Jornal do Brasil
  • O Dia
Deve como parceiros artísticos:

  • João Bosco 
  • Sílvio da Silva 
  • Paulo Emílio 
  • Maurício Tapajós
  • Paulo César Pinheiro 
  • Moacyr Luz
  • Cristóvão Bastos
  • Edu Lobo
  • Carlos Lyra 
  • Djavan
  • Ivan Lins
  • Raphael Rabello
  • Luiz Carlos da Vila
  • Ed Mota
  • Jayme Vignoli
  • Moyseis Marques
  • Guinga (violinista)


sábado, 20 de junho de 2026

Kathoey

“Na minha época não existia isso de pessoas trans.” Será mesmo? Há mais de mil anos, muito antes da colonização europeia na Ásia, a Tailândia já reconhecia pessoas que hoje chamaríamos de trans e travestis. A diversidade de gênero não é invenção moderna: ela é histórica e milenar.
Registros culturais do Sudeste Asiático indicam a existência das kathoey ao menos desde o período dos reinos pré-modernos, como Dvaravati (séculos VI–XI) e Lanna e Ayutthaya (séculos XIII–XVIII). Crônicas reais, literatura popular, artes performáticas e iconografia de templos mostram figuras de gênero ambíguo exercendo papéis sociais reconhecidos. O termo kathoey aparece historicamente para designar pessoas atribuídas homens ao nascer que viviam expressões femininas — incluindo mulheres trans e travestis — ocupando um lugar social entendido como “terceiro gênero”, fora do binarismo ocidental.
Antes da influência europeia, as sociedades do Sudeste Asiático apresentavam maior flexibilidade nas normas de gênero, articuladas ao budismo theravada. Diferentemente da moral cristã, o budismo não classificou a diversidade de gênero como pecado. Em leituras populares, a ideia de karma e renascimento explicava corpos dissidentes como parte do ciclo da vida, favorecendo compaixão e tolerância. Esse entendimento religioso foi fundamental para a sobrevivência histórica das kathoey por séculos.
A marginalização se intensifica a partir do século XIX, quando a Tailândia, mesmo sem colonização formal, adota códigos legais, médicos e morais europeus para se adequar ao modelo de Estado moderno. A importação de uma visão binária, biologizante e moralizante de sexo e gênero transformou identidades antes reconhecidas em “desvios”, legitimando discriminação, exclusão do trabalho formal e patologização.
Ainda assim, as kathoey resistiram. Encontraram estratégias no entretenimento, na beleza e no turismo. No século XX, a Tailândia tornou-se referência mundial em cirurgias de afirmação de gênero, atraindo pessoas trans do mundo inteiro, inclusive do Brasil. Influencers como Bella Longuinho e Maya Massafera realizaram cirurgias no país.
A história das kathoey demonstra que a transfobia é um produto colonial, enquanto a diversidade de gênero é milenar — e segue resistindo. 

sábado, 6 de junho de 2026

Características dos Povos Indígenas

Os povos indígenas até então estudados tem diversas características que os tornam únicos. Mas há padrões físicos e culturais que permanecem em cada um dos grupos ou tribos. Dito isso, vejamos algumas delas que se repetem.

  • Olhos: Costumam ser escuros, castanhos e, em algumas etnias, apresentam formato levemente amendoado.
  • Pinturas corporais: Como tinturas de urucum e o jenipapo.
  • Adornos: Com os de plumas (arte plumária), brincos, alargadores e colares.

Há uma divisão entre trabalhos femininos e trabalhos masculinos, dentro das comunidades indígenas. Lembrando, que isso não tem relações de superioridade com relação ao sexo. Mas sim, devido a necessidades.

Tarefas masculinas

  • Derrubar a mata e preparar a terra para plantio;
  • Fazer armas de guerra e canoas;
  • Construir moradias;
  • Cuidar da segurança do grupo;
  • Caçar e pescar

Tarefas femininas

  • Plantar, acompanhar o crescimento e colher;
  • Extrair frutos como castanha e pinhão;
  • Transportar produtos;
  • Fazer farinha;
  • Tecer redes, fazer cestos, vãos e outros objetos;
  • Preparar alimentos e cuidar das crianças

A terra para os indígenas é de quem trabalha nela. Ou seja, todos aqueles que vivem nela e trabalham naquele território, são donos da terra, ou seja, sua posse é coletiva.
A divisão do trabalho é além da questão sexual (masculino e feminino), mas devido a idade. Conforme sua força e idade.
Lembrando que há mais de 300 tribos indígenas e ao menos 200 idiomas de origem desses povos originários.