sábado, 6 de janeiro de 2024

O mistério da Pedra de Ingá

Localizada no Brasil, é uma maravilha arqueológica mundial. Tem mais de 6 mil anos e centenas de símbolos estranhos.
Cientistas de todo o mundo tentaram decifrá-la sem sucesso, a única coisa que se conhece é que possui caracteres egípcios, fenícios, sumérios também semelhantes ao rongorongo da Ilha de Páscoa e principalmente símbolos da linguagem nostrática, o mais antigo e raro da humanidade.
Na pedra aparece a constelação de Órion, a via láctea, mensagens de um desastre mundial que virá no futuro, métodos para abrir portas mentais e viajar para mundos dimensionais, fórmulas matemáticas, equações e muitas outras coisas impactantes.
Quem deixou escrito há 6 mil anos tal conhecimento nesta pedra? Como é possível que eles soubessem tudo isso no passado?
A Pedra de Ingá é um monumento arqueológico, identificado como "itacoatiara", constituído por um terreno rochoso que possui inscrições rupestres entalhadas na rocha, localizado no município brasileiro de Ingá no estado da Paraíba.
O termo "itacoatiara" vem da língua tupi: itá ("pedra") e kûatiara ("riscada" ou "pintada"). De acordo com a tradição, quando os indígenas potiguaras, que habitavam a região, foram indagados pelos colonizadores europeus sobre o que significavam os sinais inscritos na rocha, usaram esse termo para se referir aos mesmos.
A formação rochosa em gnaisse cobre uma área de cerca de 250 m². No seu conjunto principal, um paredão vertical de 50 metros de comprimento por 3 metros de altura, e nas áreas adjacentes, há inúmeras inscrições cujos significados ainda são desconhecidos. Neste conjunto estão entalhadas figuras diversas, que sugerem a representação de animais, frutas, humanos e constelações como a de Órion.
O sítio arqueológico fica a 109 km de João Pessoa e a 38 km de Campina Grande. O acesso ao local se dá pela BR 230, onde há uma entrada para a PB 90, na qual após percorrer 4,5 km chega-se ao núcleo urbano de Ingá. Atravessando a avenida principal da cidade, percorrem-se mais 5 km por estrada asfaltada até se chegar ao Sítio Arqueológico da Pedra do Ingá. No local há um prédio de apoio aos visitantes e as instalações de um museu de História Natural, com vários fósseis e utensílios líticos encontrados na região onde hoje fica a cidade.
O sítio arqueológico está numa área, outrora privada, que foi doada ao Governo Federal e posteriormente tombada como Monumento Nacional pelo extinto Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN), a 30 de novembro de 1944.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

RPG e Educação: usando o lúdico em sala

Queria deixar isso aqui que é a iniciativa de um professor que conheci através das redes sociais.
Leandro Silvio Martins, que além de lecionar, usa seu hobby, o RPG para passar conteúdos.
No caso, pelo livro que utiliza pode ser sobre literatura, artes, história ou geografia.

"RPG e educação.
RPG é uma sigla em inglês que quer dizer "Role-Playing Game". Jogo de Representação e Interpretação de personagens.
Bom, acaba não sendo um jogo exatamente, pois não há vencedores nem perdedores, e sim uma história interativa, onde a narrativa é criada por todos que estão participando.
Por excelência podemos afirmar que o RPG é um instrumento didático de ensino/aprendizagem, não é competitivo, mas é empreendedor.
No seu feitio lúdico reside a sua maior capacidade, trazendo para a sala de aula o prazer de estudar e aprender. 
Como ferramenta educacional tem é bem peculiar ,pois é  um extraordinário instrumento em sala de aula onde podemos encontrar presentes a socialização, a cooperação, a criatividade, a interatividade e a interdisciplinaridade, com o estimulo ao raciocínio global, muito importante para os dias de hoje, pois através do jogo, é provável resgatar valores morais e éticos. Funciona, então, como ferramenta para preparar o jovem a interagir na sociedade, tanto profissional quanto socialmente.
Mais uma vez utilizo o RPG como ferramenta didática, utilizando o livro "A bandeira do elefante e da Arara" do Christopher Kastensmidt , com todo um cenário ambientado no Brasil colônia, a aula é transformada em jogo, tornando-a mais aprazível, divertida e bem-sucedida, provocando o aluno a buscar a sua interação com o assunto proposto."

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Ninjas usando preto em suas vestes são um mito


Não importa a mídia, é muito comum que ninjas sejam representados por roupas pretas, uma espada fina e longa (a famosa "katana") e, claro, muita furtividade em suas ações. Porém, e se te dissermos que isso não passa de uma invenção?
Na verdade, se considerarmos que os ninjas precisavam agir sem chamar a atenção, andar por aí vestido todo de preto teria exatamente o efeito contrário, não é mesmo? Então, de onde todo esse mito se originou?
No século XVII, o Japão viu o surgimento de um estilo de teatro conhecido como Kabuki, em que era comum fazer paródias com temas religiosos e até mesmo danças que
ousavam bastante por sua sensualidade. Isso ocasionou, inclusive, na proibição de mulheres nas peças, fazendo com que homens tomassem o posto das atrizes nas apresentações.
Além dos atores, era muito comum que ajudantes da montagem dos cenários aparecessem ao público. Para não chamar muita atenção, essas pessoas usavam roupas pretas (ou da cor do fundo do cenário) e uma máscara cobrindo o rosto, fazendo com que não se destacassem muito e pudessem se misturar com o ambiente de fundo. Toda essa furtividade lembrava a dos ninjas, e foi daí que veio o mito.
Os ninjas realmente existiram no Japão, com o pico das atividades desses membros na sociedade entre os séculos XV e XVII. Parte dessas ações consistiam em se infiltrar no meio da multidão e passar despercebido, por isso, eles se vestiam como pessoas comuns em trajes de artistas, mercadoras, padres e monges, apenas para citar alguns exemplos.
Entretanto, nada os impedia de usar uma roupa totalmente escura para ações noturnas, ou mesmo para esconder manchas de sangue. Na possibilidade de se envolverem em combates mais perigosos, também era comum que os ninjas usassem uma armadura oculta. Então, se você estivesse no Japão nesse período poderia ser surpreendido por um ninja vestido como qualquer outra pessoa – e não um ser aleatório vestido de preto.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

O que é anarquismo?

Muito pouco realmente se sabe sobre o que é anarquismo. A postagem em si, visa explicar do que se trata esse sistema político.
Anarquismo é a organização comunitária de indivíduos livres e protagonistas, baseadas em princípios de autonomia e responsabilidade pessoal e coletiva.
Anarquismo, na origem da palavra vem do grego, anarkhos, que significa falta de GOVERNANTE. As pessoas pensam que a palavra tem relação com a falta de GOVERNO, o que não faz sentido. Na verdade, é só a falta de uma figura de liderança central. 
Alguns pensadores anarquistas que influenciaram esse pensamento foram P.J. Proudhon, assim como Stirner. Outros como Godwin não vão tem influência nenhuma, mas será redescoberto por Peter Kropotkin.
Para quem não sabe, Godwin foi um pensador bem influente para sua época. E pai de Mary Shelley, a mesma que escreveria Frankenstein. Além dele ter sido casado com Mary Wollstonecraft, uma das primeiras feministas.
Ele visa a ajuda mútua, sem a necessidade da polícia. Com implementação de cooperativas, assim como no socialismo, ou seja, sem chefes. Associações participativas, sem impostos. Já que teriam gestões comunitárias, sem governantes. E teriam valores fraternais muito maiores que muitos cristãos por aí.
O anarquismo vê três grandes eixos de dominação: a dominação econômica, a dominação ideológica-cultural e a dominação política. Da qual o Estado é o maior representante, pois tem a capacidade de formar uma classe política com controle sobre essas ideias.


domingo, 1 de outubro de 2023

Símbolos e seus significados

Coração: Ícone máximo de amor e afeto, a origem histórica desse símbolo é difícil de traçar. No entanto, seu uso como metáfora do coração pode ser rastreado até o final da Idade Média.
Pi: Símbolo matemático, o Pi representa uma constante, a razão entre a circunferência de um círculo e seu diâmetro. É também a 16ª letra do alfabeto grego, Ππ.
Triquetra: Ilustrando a fé e a devoção, a triquetra celta pode ser rastreada até o século VI. Seus três pontos representam a Santíssima Trindade.

Símbolo da Paz: Nos anos 50, o símbolo da paz, como é conhecido hoje, foi desenhado por Gerald Holtom como o logotipo da Campanha Britânica para o Desarmamento Nuclear. Mais tarde, foi adotado por ativistas anti-guerra e pela contracultura nos anos 60.
Ichthys: Agora esse símbolo também é conhecido como o peixe de Jesus. Porém, antes dos primeiros cristãos o adotarem, o Ichthys ou Ichthus era usado por gregos, romanos e muitos outros pagãos. Ichthys era filho da antiga deusa do mar Atargatis, por isso estava ligado à fertilidade e às mulheres.
Pentagrama: Símbolo antigo usado na Wicca e no paganismo, o pentagrama é composto por cinco pontos. O ponto ascendente representa um ser espiritual, como Gaia ou a Mãe Terra. Os outros quatro pontos representam ar, água, terra e fogo. Muitas vezes encontrado em antigos amuletos e joias, acreditava-se que tinha a função de proteção contra o mal.
Mau-Olhado: Encontrado em muitas culturas na região do Mediterrâneo, acredita-se que o mau-olhado seja uma maldição lançada por um brilho perverso, geralmente para uma vítima inconsciente. As primeiras evidências conhecidas do símbolo podem ser rastreadas até a Grécia e Roma antigas.
Flor-de-Lis: Este símbolo tem sido usado por várias nações europeias. No entanto, é fortemente associado à realeza francesa, tendo também representado santos franceses.
Yin e Yang: Base de quase toda a filosofia chinesa, o símbolo yin e yang representa o equilíbrio perfeito. Usado principalmente no Taoísmo, simboliza duas metades, que combinadas formam uma totalidade.
Suástica e Sawaistika: Amplamente reconhecida por sua apropriação pelo Partido Nazista e por neonazistas, a suástica tem uma origem muito diferente do que se imagina. Significando "boa sorte" e "bem-estar" em sânscrito, a suástica era originalmente um símbolo sagrado no Hinduísmo, Budismo e Jainismo.
Ampersand: O "E comercial" ou ampersand originou-se como uma ligadura das letras et, latim para "e".
Cruz: Em todo o mundo, a cruz é associada ao Cristianismo, representando especificamente a crucificação de Jesus. A cruz vermelha é comumente usada como um símbolo para trabalhadores médicos e humanitários.
Caveira: Sempre que vemos o símbolo da caveira e dos ossos cruzados, provavelmente pensamos em rótulos de advertência sobre substâncias venenosas, pirataria e mortalidade. O desenho que vemos hoje originou-se no final da Idade Média como um símbolo da morte.
Pomba: Universalmente usada pelas principais religiões do mundo, como o Cristianismo, o Judaísmo e o Islamismo, a pomba branca representa a paz, a graça e a divindade. Seu simbolismo remonta à antiga Mesopotâmia.
Caduceu: O símbolo de Hermes e Mercúrio na mitologia grega e romana apresenta duas cobras ao redor de um bastão alado. Muitas vezes usado em um contexto médico, foi popularizado pelo Corpo Médico do Exército dos EUA em 1902.
Leão: Conhecido como o "rei da selva", o leão tradicionalmente simboliza coragem, nobreza, realeza e força. Também tem simbolismo judaico-cristão.
Ankh: Às vezes referido como a chave da vida ou a chave do Nilo, o símbolo ankh representava a vida eterna no antigo Egito. Alguns acreditam que é a primeira cruz.
Mandala: Muitas vezes, a mandala é encontrada em livros de colorir no Ocidente, mas, no budismo, a mandala, que significa círculo, é um padrão geométrico que representa o universo e a sabedoria.
Estrela de Davi: Símbolo da identidade e da religião judaica, a Estrela de Davi é um hexagrama, ou dois triângulos equiláteros unidos entre si. Apareceu como um motivo decorativo em sinagogas do século IV e em igrejas cristãs na região da Galileia.

Foice e Martelo: Símbolo destinado a representar a solidariedade proletária e a união entre trabalhadores agrícolas e industriais, foi adotado pela primeira vez durante a Revolução Russa. O martelo representa os trabalhadores urbanos e a foice representa os camponeses.
Estrela e a lua crescente: A estrela e o crescente são usados em vários contextos históricos, inclusive como símbolo do Império Otomano. Hoje, são amplamente reconhecidos como o símbolo do Islamismo.
Olho da Providência: Muitas vezes mal usado como insígnia de controle e vigilância, este símbolo de Deus representa vistas espirituais e conhecimento superior. Acredita-se que o olho que tudo vê tenha se originado no antigo Egito. Fato curioso: ele está retratado na nota de um dólar dos EUA.
Yggdrasill, Árvore da VidaSímbolo de vida eterna, energia e renovação, a árvore da vida pode ter se originado na Ásia Central, sendo depois absorvida por outras culturas. É retratada em várias religiões e filosofias, como a mitologia escandinava e o xamanismo Altai.
Dragões: Um dos símbolos mais reverenciados na cultura asiática, o dragão representa força, poder, sabedoria, sorte e magia.
Águia Bicéfala: Originária da Idade do Bronze, a águia de duas cabeças é usada dentro do conceito de império. Do século XIII em diante, tem sido empregada pelo Sacro Império Romano-Germânico e também pela Sérvia, Albânia e Rússia.
Fênix: Representando universalmente o renascimento, ressurreição e imortalidade, o lendário "pássaro de fogo" está ligado à adoração do deus sol asteca, Huitzilopochtli.
Círculo: Observado na Lua e no Sol, o círculo simples é conhecido desde antes do início da história registrada. Na matemática, o estudo do círculo ajudou a inspirar o desenvolvimento da geometria, da astronomia e do cálculo.
Coruja: Vista como um símbolo em muitas culturas, a popularidade histórica da coruja se deve, em grande parte, ao fato de que o animal sempre acompanhou Atena, a deusa grega do aprendizado. Portanto, a coruja é altamente associada a lições, inteligência e sabedoria.
Esquadro e Compasso: Esse é o símbolo mais reconhecível da Maçonaria. Tanto o esquadro quanto o compasso são ferramentas de arquitetura e são usados em rituais maçônicos como emblemas para lições simbólicas.


sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Lucy, nossa mais antiga ancestral

Podemos ter só 47 ossos do total de 207 que faziam parte do esqueleto dessa figura incrível chamada Lucy, o Australopithecus afarensi de 3,18 milhões de anos. Mas, esses ossos já renderam descobertas incríveis — e até algumas polêmicas — que ajudaram a entender a evolução humana. A última delas, inclusive, veio direto da Universidade de Cambridge!
Recentemente, a então pesquisadora Ashleigh Wiseman criou uma versão digital em 3D do tecido macio de nossa ancestral. Ao recriar os músculos da perna e da pelve, as imagens confirmam a teoria de que esse hominídeo, além de adorar escalar em árvores, andava de pé! Continue essa leitura e descubra mais sobre o novo segredo revelado da "vovó" Lucy!
Começando com ressonâncias magnéticas e tomografias computadorizadas de humanos para descobrir como os músculos funcionavam, Wiseman embarcou em uma aventura virtual reconstruindo os ossos e articulações de Lucy. E, para juntar todas as peças do quebra-cabeça, ela investigou até mesmo as marcas musculares nos ossos.
O modelo resultante revelou que a nossa "parente" mais antiga tinha habilidades incríveis: conseguia andar de forma ereta, e suas pernas eram tão musculosas que garantiam uma total adaptação ao estilo de vida meio-terrestre, meio-arbóreo. Os pesquisadores acreditam que toda essa força nas pernas — representando 74% do peso total, enquanto nós, humanos, temos apenas 50% — permitia que o Australopithecus afarensis explorasse tanto a terra firme quanto as árvores. Uma verdadeira aventureira do mundo animal!
Para Wiseman, a habilidade de Lucy de andar ereta só poderia ser desvendada reconstruindo o caminho e o espaço que um músculo ocupa dentro do corpo. "Atualmente, somos os únicos animais que conseguem ficar de pé com os joelhos retos. Os músculos de Lucy indicam que ela era tão boa no bipedalismo quanto nós, e talvez também se sentisse em casa nas árvores. Lucy provavelmente caminhava e se movia de um jeito que não vemos em nenhuma espécie viva hoje", explica a arqueóloga em nota oficial.
Em 1974, o paleoantropólogo norte-americano Donald Johanson encontrou os ossos de Lucy em Hadar, na Etiópia. Inicialmente, os pesquisadores acreditavam que ela pertencia ao gênero Homo. Porém, quatro anos depois, a espécie recebeu a sua própria classificação como AL 288-1. Desde então, os pesquisadores conseguiram juntar as peças e descobriram que o Australopithecus afarensis, uma espécie incrivelmente bem-sucedida, viveu por cerca de 900 mil anos, entre 3,9 e 2,8 milhões de anos atrás.
Batizada em homenagem à música Lucy In the Sky with Diamonds, dos Beatles, análises ósseas revelaram que Lucy provavelmente era uma jovem adulta, graças a um dente do siso nascendo e alguns ossos se fundindo. E olha só — ela tinha por volta de 1,5 metro de altura!
Apesar de muitos debates sobre como ela caminhava, esse novo estudo revela detalhes das articulações dos joelhos e dos músculos que fortalecem a teoria mais popular: Lucy andava em pé — nada de se arrastar ou caminhar apoiada nas mãos —, e ainda tinha habilidades físicas para se aventurar nas árvores. "O Australopithecus afarensis provavelmente explorava áreas de florestas abertas e matagais na África Oriental há uns três ou quatro milhões de anos", conta Wiseman.
Além de descobrir a idade dos fósseis, agora também podemos investigar os movimentos específicos desses antigos seres humanos. Isso nos dá um panorama completo de como, três milhões de anos depois, nós, os Homo sapiens, aparecemos e conquistamos o mundo. E assim, seguimos desvendando os mistérios do passado e entendendo cada vez melhor como nos tornamos os seres humanos que somos hoje. A evolução é realmente uma história incrível!

sábado, 5 de agosto de 2023

O problema da canção Como nossos pais em uma propaganda da Wolksvagen


Para quem não sabe, a Wolksvagen nasceu na Alemanha nazista. Um dos presidentes da sede no Brasil foi filiado ao partido nazista. Inclusive o fusca foi inventado por pedido do próprio Adolf Hitler. Sendo que uma fábrica tcheca denunciou que o design teria sido roubado deles. Fazendo a empresa alemã pagar um valor extrajudicial, um "cala boca". Talvez, pelo sucesso do carro, muitos ignoram que isso foi a criação de um dos piores seres durante a Segunda Guerra Mundial.
Servindo até mesmo como polícia voluntária também na ditadura brasileira (1964 a 1985), para serem torturados no DOPS e chamando a polícia para espancar grevista.
Ela foi denunciada por ex-funcionários e familiares como apoiadora da ditadura no Brasil. Até mesmo um relatório independente solicitado pela empresa demonstrou isso. Com algumas das prisões ocorrendo dentro da empresa, com um relato de funcionário sendo torturado por lá mesmo. Além de financiamento e disponibilização de veículo para a repressão, fornecimento de dossiês detalhados aos militares sobre funcionários "subversivos", detenção ilícita dentro das dependências da empresa e até ocultação de paradeiro de presos políticos a familiares.
Lembrando que a montadora - até mesmo no relatório isso aparece - se uniu ao regime por vontade própria. Sem pressão ou forçada a isso. 
E então chega o problema do vídeo. Mesmo que a família tenha permitido, inclusive com Maria Rita, filha de Elis Regina, seja parte desse comercial, devemos nos lembrar como ela pensava. Elis sempre foi uma grande crítica da ditadura militar. Nem só pelo uso da imagem, mas até pela letra da música.
Vamos deixar claro o impacto de usar Como Nossos Pais em um comercial da fábrica. Ela é uma música trágica. Sendo escrita durante a ditadura militar, que denuncia como continuamos repetindo os erros das gerações passadas. E ainda mantemos o medo desses inimigos no poder.
Repetir é a tragédia, de quem nunca renuncia ao gozo para quebrar velhos padrões e vivendo uma vida bizarra.
Não por acaso, o comercial pula três estrofes da música:

Por isso, cuidado meu bem / Há perigo na esquina / Eles venceram e o sinal está fechado para nós / Que somos jovens
Para abraçar seu irmão / E beijar sua menina na rua / É que se fez o seu braço / O seu lábio e a sua voz
Já faz tempo, eu vi você na rua / Cabelo ao vento, gente jovem reunida / Na parede da memória / Essa lembrança é o quadro que dói mais

Isso não tem a ver com o fato de usar uma tecnologia como a elétrica para um novo carro. Afinal, isso é benéfico. Mas a hipocrisia nesse ponto, se torna algo muito grave.