quarta-feira, 8 de abril de 2020

O estilo de vida nos feudos e sua economia (Sétimo Ano)

Camponeses pagando os tributos aos senhores feudais
O estilo de vida nos feudos era baseada na agricultura e na pecuária. O comércio como conhecemos era pouco praticado. Por que quase não havia circulação de moedas. Como se consumia no feudo tudo que era produzido, eles eram autossuficientes, não somente na produção de alimentos, como na de armas, ferramentas, roupas e móveis.
Era uma vida simples e rude até mesmo para os senhores feudais. Mesmo possuindo uma vida boa e fartas se comparadas, mas ainda assim não eram muito melhores que a dos seus servos (camponeses).
A Expansão Islâmica foi um período complicado para os europeus
mas com alguns reinos lidando com os muçulmanos, mais tarde, as
cidades de Gênova e Veneza até conseguiram comercializar com os árabes.
Apenas especiarias raras eram compradas de fora como cravo e canela vinham de fora. Trazidas por comerciantes ambulantes que percorriam os feudos, tentando as vender. Esse comerciantes partiam das poucas cidades comerciais que existiam naquela época. Era através desse comércio também que os condes e marqueses conseguiam metais, tanto para forjar metais, quanto para produzir moedas que eles utilizavam (geralmente com ouro e prata). Mas mesmo nas cidades comerciais, o acesso a esses itens raros estava limitado. Tudo por conta que muitos desses produtos vinham do Oriente, que os árabes tinham controle ao acesso já que dominavam a região e eram inimigos dos europeus naquela época.
A Igreja Católica condenava o contato entre cristãos e muçulmanos, por que para os líderes cristãos eles acreditavam em um deus diferente dos católicos. Somente Gênova e Veneza, cidades localizadas na península Itálica (área da atual Itália) mantiveram acordos comerciais com os islâmicos, comprando seus produtos e desobedecendo a Igreja. Por isso os italianos eram os únicos europeus que tinham as cobiçadas mercadorias comercializadas pelos árabes.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Cidades e civilização (Sexto Ano)

Dentro das cidades, quando existiam guerras, os inimigos capturados e trazidos vivos para as cidades vencedoras eram tratados como escravos (deixavam de ser donos de seu corpo e sua vontade) e viviam para executar ordens. Também acontecia que em certas sociedades uma pessoa poderia virar escravo em decorrência de dívidas com outras pessoa ou por não pagar tributos aos governantes. Escravizados não vão estar na estrutura de poder e governo das sociedades antigas, pois não influenciavam com sua vontade nas estruturas antigas das cidades. Seriam tratados como animais ou até mesmo coisas.
Dentro da estrutura de poder e governo na antiguidade, quase sempre vemos:
  • governantes (reis, faraós e etc);
  • exército (com os soldados);
  • escribas (controladores e cobradores de impostos);
  • sacerdotes (que reforçaria o vínculo entre o governante e a religião);
  • e os demais funcionários a serviço do governante.
Toda essa estrutura de pessoas desde o governante até os funcionários de menor importâncias chamamos de Estado
Muitas cidades da antiguidade seriam chamadas de cidades-Estado. Isso pois eram cidades independentes com sua própria estrutura de organização de poder. Cada estrutura de poder era diferente.
Na antiguidade (Idade Antiga), muitas aldeias que se tornaram cidades com milhares de habitantes conhecidas como "civilização". A palavra "civilização" teria o significado de "viver em cidades". Depois de certo tempo a palavra obteve o significado que as pessoas seriam mais evoluídas. Mas o primeiro significado tem mais sentido.

As diferentes religiões
Assim como existiram e existem diversas organizações de governo,  diferentes diversas práticas religiosas surgiram e desapareceram. Cada uma diferente da outra. 
Cada povo respeita seus templos e locais sagrados e acredita que sua religião, seus ritos e orações fazem sentido. Por conta disso, normalmente constroem hábitos e tradições culturais dependendo de como é seu povo e sua fé.
Desrespeitar crenças religiosas diferentes da sua e desmerecer culturas abrimos espaço para que também sejamos desrespeitados. Isso é o que tratamos como preconceito, quando não tratamos bem um grupo ou sociedade por falta de conhecimento sobre um povo ou religião.
A valorização da sua própria cultura ou religião não impede o respeito a culturas diferentes. Todas são válidas desde que respeitem e coexistem (convivam) de forma pacífica com os demais grupos.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

O funcionamento dos feudos (Sétimo Ano)

Os feudos possuíam diversos tributos (algo similar aos impostos) que muitas vezes eram pagos as senhores feudais. Entre eles:
os camponeses eram obrigados a trabalhar alguns dias na reserva do senhor do feudo;
os camponeses tinham que entregar uma parte das produções das reservas servil;
os camponeses teriam que pagar pela utilização das instalações do feudo, como o moinho e celeiro, etc;
os camponeses também pagavam um tributo anual com produtos, de acordo o número de familiares;
a mão-morta, que era uma espécie de multa que o dono do feudo cobrava quando um camponês morria. Para que a família do morto continuasse nas terras, deveria pagar taxas com produtos;
por último, os camponeses deviam pagar o dízimo a igreja.
Essas cidades feudais, tinham na area exterior os campos de rodízio. Essa técnica, teria surgido desde o século X e aumentou a produtividade agrícola. Ela se baseava em três campos diferentes:
  • No primeiro campo se planta um alimento A, no segundo campo se planta um alimento B e no terceiro campo ficava descansando no primeiro ano;
  • No primeiro campo ficava agora descansando, no segundo campo se planta um alimento A e no terceiro campo se planta um alimento B no segundo ano;
  • No primeiro campo se planta um alimento B, no segundo campo ficava agora descansando e no terceiro campo se planta um alimento A no tarceiro ano;
  • E assim por diante.

A reserva servil era onde estava plantando-se os alimentos e uma forma de sustento com isso. Sem contar que parte do que era produzido seria entregue ao senhor feudal.
Os camponeses viviam em vilas ao redor dos castelos dos feudos, em casas feitas de barro e palha, com chão de terra batida. As vezes tinham um cercado na parte de trás onde cultivavam alguns alimentos e pequenos animais (aves e porcos).
Esses camponeses se comprometiam a pagar tributos aos nobres (condes e duques) para obter o direito de ficar naquelas terras. Enquanto isso, os nobres protegiam o povo com seus cavaleiros. Na verdade a circulação de moedas era muito baixa ainda.
Já a reserva senhorial era parte das terras agrícolas reservada ao senhor feudal. Alguns dias da semana era cultivada pelos camponeses.

Ideias e doutrina no século XIX (Oitavo Ano)


As transformações econômicas, sociais e políticas ocorridas na passagem do século XVIII para o XIX foram acompanhadas de novas ideia que buscavam interpretar o mundo da burguesia e capitalista que estava surgindo. Um deles já vimos. O liberalismo econômico e político já foi visto. Mas junto com ele temos:

  • Liberalismo (político e econômico);
  • Socialismo;
  • Nacionalismo;
  • Imperialismo.

Liberalismo:


Está aqui só para reforçar, mas os pensadores iluministas criaram essa série de pensamentos contra o regime absolutista (política) e o mercantilismo (economia). 

Temos os nomes de pensadores que defendiam o liberalismo político John Locke, Montesquieu, Rousseau e Voltaire. Eles quase sempre pediam pela liberdade de expressão ao povo e a livre escolha do povo aos seus governantes. Algo que se aproximaria do regime democrático que vivemos.

Já no lado econômico do liberalismo, nós temos Adam Smith como principal pensador, mas também temos Thomas Malthus, David Ricardo e John Stuart. O principal pensamento é que o Estado não deveria ter poder sobre a economia, pois esse se autorregularia.
Socialismo:
O pensamento socialista contestava a ordem capitalista burguesa resultante da Revolução Industrial e propunha meios de transformação disso. Os nomes mais importantes sobre essa ideologia são os alemães Karl Marx e Friedrich Engels.

Em 1848, eles publicaram o Manifesto comunista, mas a obra que realmente continha todos os pensamentos sobre isso era O Capital.

Marx teria criado o conceito de "mais-valia", que era diferença entre a riqueza gerada por um operário e o pagamento que recebia por seu trabalho. Isso era mostrado como uma forma desigual de pagamento pelos serviços prestados pelo proletariado (os trabalhadores).

Assim ele dizia que os trabalhadores (proletariado) teriam que ir contra os empresários (burguesia), pois assim isso mudaria a sociedade capitalista. Assim forçando a ação política que a transformaria em uma sociedade socialista. Era sua idealização de uma sociedade justa.
Segundo Marx primeiro seria instaura uma ditadura do proletariado eliminaria a propriedade privada; depois, com o fim das desigualdades econômicas e sociais e do próprio Estado, viria o comunismo.
Nacionalismo:
Durante o século XIX, foi forjado o conceito de nação, no qual se misturam aspectos geográficos (território), culturais (língua natal, costumes, história) e políticos para dar identidade a determinado grupo humano. A ideia aqui era que cada grupo humano deveria garantir sua soberania e, portanto, organizar-se em um Estado.
Assim, se despertava o sentimento nacionalista, a exaltação da nação, que foi argumento para processos de independência - caso da Grécia - quanto de unificação - casos de Alemanha e Itália.
Imperialismo:
Durante o século XIX, amplos territórios na África e na Ásia foram tomados à força pelos países europeus (a chamada Colonização Afro-Asiática). Já na América Latina, a dominação foi, sobretudo, econômica, tanto dos britânicos, quanto posteriormente dos estadunidenses.
Os dominadores alegavam que essa era missão civilizadora dos homens branco, que levaria o progresso e a civilização aos povos dominados considerados bárbaros.

domingo, 5 de abril de 2020

As noções de reis e de propriedade (Sexto Ano)

A evolução da escrita dos povos antigos até os dias atuais
Apesar da escrita ser usada tanto para o registro da história de um povo e para elaborar leis, ela inicialmente não foi usada para isso. Ela foi usada basicamente para o registro de alimentos, em seguida de planejamentos e grandes obras. Então notamos como as pessoas ainda não valorizavam os registros. Isso facilitaria a passagem do conhecimento de uma pessoa para outra, mesmo que ainda não soubesse disso boa parte da população.
Ainda assim, ainda existiam entre eles aqueles que não obedeciam regras. Depois que as cidades começaram a criar um sistema de vida, como a criação de impostos e um governo, alguns indivíduos não obedeciam as leis estabelecidas naquela sociedade. Essas infrações causaram a necessidade da criação de quem aplicasse uma punição, criando a ideia de "justiça" e "aparelho judiciário". O objetivo desse sistema era fazer com que o população obedecesse as decisões do governante.
A figura do mítico Gilgamesh
Os governantes (que depois se chamariam reis, faraós, entre outros nomes dependendo da civilização da qual estamos falando) normalmente privilegiavam grupos específicos, mais próximos desses lideres. Ou seja, esses privilegiados teriam mais posses.
Apesar da imagem parecer mais com homens da pré-história, a imagem
ilustra bem essa ideia de propriedade na antiguidade
Grupos de historiadores e arqueólogos acreditam que as primeiras comunidades não tinham noção de propriedade. Tudo era de todos, as tarefas e bens produzidos eram divididos de forma igual entre todos.
A medida que esses grupos, essas cidades, aumentavam e aprimoravam suas técnicas de produção, a seu conhecimento sobre as tarefas e o poder dos líderes também aumentavam. Durante esse processo de aperfeiçoamentos os governantes - ou grupos ligados a esses governantes - foram se declarando possuidores das terras e instrumentos de produção. Surgia assim a noção de propriedade. Quem controlasse a propriedade controlava como produzir. Assim quem não detinha essas terras tinha que se submeter às regras do donos das terras em que iriam trabalhar.
Com o surgimento das propriedade de terras nas mãos de uma parcela pequena da população, aumentava a diferenciação social nas cidades. Esses donos de terras seriam conhecidos como "nobres", quase sempre ligados ao rei. A estrutura social menos desigual nas aldeias estava desaparecendo.
Os grupos sem propriedades mas com o pode de mão-de-obra (agricultores e pecuaristas, entre outros) tinham menor poder social. Quase sempre servindo seus governantes e os donos de terra, construindo templos e palácios, canais de irrigação entre outras coisas da vontade dos líderes.
A divisão da sociedade seria definido dessa forma:
  • Líderes e governantes = Reis e faraós, entre outros.
  • Donos e proprietários de terra = Nobres
  • Mão-de-obra = Agricultores e pecuaristas

O Liberalismo político e econômico (Oitavo Ano)

Adam Smith e John Locke

Como notamos, os pensadores iluministas vão criar diversas ideias que vão ir contra o absolutismo dos regimes monárquicos. Como os que mais citamos da França e da Inglaterra. Para contrapor esse poder que os reis tem, esses pensadores vão criar o liberalismo político. Mas para contrapor a visão econômica desses governantes (o mercantilismo), havia o liberalismo econômico.
Basicamente, esse pensamento defendia que a economia não deveria estar sendo controlada pelo governo e sim se auto vigiando, de forma que fosse independente. Diferente da visão do absolutismo em todo o lucro do reino estaria nas mãos do rei.
Entre o liberalismo político e o econômico há uma forte relação pois ambos criticavam o Antigo Regime (a monarquia absolutista)
No século XVIII, o economista Adam Smith desenvolveu uma teoria que ficou conhecida como liberalismo clássico. Um de seus objetivos era explicar como se produzia a riqueza das nações. Ele defendia que o investimento em atividades como a indústria e a manufatura, promoveria a riqueza de uma nação.
Ele acreditava que não era necessária a intervenção do Estado na economia, pois o mercado se "autorregularia" pela lei da "oferta e procura":
Enquanto houvesse demanda (procura) por um produto, alguém se encarregaria de ofertá-lo. Por outro lado, se um produto ficasse muito caro, outros produtores passariam a produzi-lo, e assim o preço cairia. E da mesma forma que os preços se autorregulariam, os salários, os lucros e a produção. A concorrência seria um dos fatores a movimentar as relações econômicas.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

As Luzes e as ciências humanas: O Iluminismo - Parte 2 (Oitavo Ano)

Surge com o iluminismo um novo pensamento que vai se opor ao Antigo Regime. Ele será chamado de Liberalismo. Ele surge como uma nova série de propostas políticas, sociais e econômicas se opondo ao absolutismo, ao mercantilismo e ao tratamento social desse sistema. Isso influenciou toda a Europa e até mais além. 
Entre os pensadores, nós tínhamos:
  • John Locke;
  • Montesquieu;
  • Rousseau;
  • Voltaire
John Locke:

Na Inglaterra da época de revoluções, John Locke ficou ao lado dos opositores do Rei Carlos II. Filósofo, quando foi exilado por essa oposição ao monarca ajudou a ascensão de Guilherme de Orange ao trono inglês e na assinatura na Declaração de Direitos.

Ele sempre foi um crítico dos governos absolutistas, falando que o poder político deveria ser exercido através do consentimento daqueles que governados. Ou seja, através de um bom termo, em especial para o povo.

E caso o líder não fosse digno, seria direito do povo retirar ele do poder.
A tolerância política e religiosa era outro ponto defendido por Locke. Acreditava que cada um tinha o direito de viver através de sua fé e suas convicções sociais e políticas. Independente de suas origens.
Ele é tratado como precursor do Iluminismo, influenciando pensadores de toda a Europa.
Montesquieu:
Filósofo francês do século XVIII, foi a Inglaterra para estudar como funcionava a estrutura política daquele país. Assim entenderia como a monarquia absolutista caiu e o que mantinha a estrutura política que a sucedeu. 
Após estudar a estrutura inglesa de política ele elaborou a teoria da divisão de três poderes dentro do Estado: executiva (que executa as leis, administra o país, a parte mais política), legislativa (que elabora e aprova leis, faz as regras) e judiciária (que fiscaliza o cumprimento das leis e julga eventuais conflitos, "policia tudo", por assim.
Mas esses três poderes não poderiam ser controlados por uma única pessoa, como eram os governos absolutistas. E cada um desses três poderes fiscalizaria o outro, para ter equilíbrio entre os poderes. 

Rousseau:
Jean-Jacques Rousseau, escritor suíço de língua francesa, aprofundou e até mesmo discordou de algumas ideias de Locke. Defendeu que a relação entre "governante-governado" deveria funcionar como um "contrato social". Nele, os governados atribuem poderes ao governante, desde que esse respeite seus direitos e bem-estar e assegure suas vidas.
E se um governante fosse um tirano e não cumprisse com esse "contrato", seria justo o povo instaurar uma rebelião para tirar ele do poder. Na verdade, nem seria uma rebelião, se aquilo fosse justo, pois o governante teria "quebrado esse contrato".

Ele era defensor do voto universal, ou seja, todos poderiam votar, sem que critérios econômicos excluíssem eles desse direito. Assim, a vontade geral seria o que decidiria as votações, não a vontade dos mais ricos.
Rousseau estaria ligado fortemente com um ideal de democracia.
Voltaire:
Escritor francês de origem nobre, publicou mais de cinquenta peças teatrais, sempre fazendo críticas morais, sátiras sociais, ataque aos costumes, leis e instituições. Essas peças não foram bem recebidas por Luis XV, rei da França, que enviou Voltaire ao menos duas vezes para a Bastilha. 
Voltaire sempre foi um defensor ferrenho da liberdade de expressão, baseado nos textos de Locke. E através dela alcançaríamos o progresso. Sem contar que através da História a humanidade alcançaria um estágio melhor e mais avançado, alcançado novos patamares de desenvolvimento. 
É creditado a ele a frase "Não acredito em nada do que fala, mas lutarei até a morte pelo seu direito de falar". 
Até cogitou defender a monarquia, contudo que o poder dos reis fosse limitado por uma Constituição.
As ideias de Voltaire inspiraram os déspotas esclarecidos: governantes do século XVIII, que procuraram conciliar o regime absolutista com ideias do absolutismo. Esses governantes, influenciados por pensadores da época, fizeram reformas na economia, sociedade, política e religião onde governaram.